QUASE SARADO

BLOQUEIO FACETÁRIO CONTRA AS HÉRNIAS LOMBARES MALDITAS

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Renato Giannini
Escrito por Renato Giannini

Caso tenha alguém lido os meus posts aqui no blog do Igor pode ser levado a pensar que eu tenho uma leve tendência hipocondríaca. Acredite: você está certo. Não tenho ligação com remédios, mas gosto de falar das minhas doenças. É um tal de distensão muscular, contusão no ombro, alergias… nem parece que isso aqui é um blog de saúde. Hoje, pra não perder o hábito, vou falar como consegui vencer as minhas hérnias de disco.

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Desde muito novo sinto dores na coluna. Nem sempre dores horríveis, mas a existência de uma coluna sempre se fez presente na minha vida. Por muitos anos acreditei que isso era normal. “Se eu tenho uma coluna, logo ela deve me avisar que está ali agarrada nas minhas costas”. Aos trinta anos foram descobertas minhas hérnias, essas lindas que serão minhas mais fiéis companheiras de vida.

Tive um travamento na coluna muito sério. Já estava acostumado com dores ocasionais, fortes, mas dessa vez foi proibitivo. Não conseguia me movimentar e fiquei uma semana deitado, sem condição de levantar. Quando o resultado da tomografia saiu, eis a conclusão:

O disco entre as vértebras L5 e S1 seriamente danificado. Além disso, todos os discos lombares apresentavam severa desidratação, típica de uma pessoa bem mais velha do que eu era. De brinde, duas pequenas hérnias cervicais. Treva total.

 

O mais sinistro, e unânime, era a indicação de não operar. Nenhum médico recomendou operação, principalmente porque jamais tive comprometimento de movimentos nos membros superiores e inferiores. Meu tratamento era manter o peso controlado, fortalecer o core, não carregar grandes pesos e, nos picos de dor, remédios que me mantivessem sem avançar nas pessoas.

O sobrepeso sempre foi um problema. Luto contra ele desde que nasci. Mas é difícil ganhar a batalha contra uma herança genética italiana e roliça. Engordo assistindo programa de culinária.

O fortalecimento do core também era necessário. Mas logo descobri que ele não resolveria o problema. Manter o bucho e lombar fortalecidos era uma necessidade, mas sempre paliativa. Não seria a única solução. E o pior é que jamais consegui manter um treinamento contínuo. Com crises de dor cada vez mais frequentes, meus treinos não duravam três meses corridos.

E já falei aqui da minha estrutura física estilo conjunto habitacional. Embora eu avise para as pessoas, elas não acreditam que a minha coluna não suporte carregar uma geladeira na cabeça. E também a minha necessidade de resolver rápido os problemas faz com que eu cometa excessos. O clássico “No meio do caminho tinha uma pedra /tinha uma pedra no meio do caminho” não tem vez. Olho a pedra e tiro fora do meio do caminho.

Mas tanta desgraça teve solução?

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SIM. Foram anos investindo em remédios para a dor. Analgésicos e anti-inflamatórios eram os meus melhores amigos. Até que um neurocirurgião me indicou o Dr. Paulo Renato Barreiros da Fonseca, da Clínica Aliviar. A indicação foi um BLOQUEIO FACETÁRIO. Mas o que é isso?

O bloqueio facetário não cura o seu problema, mas diminui a sensibilidade a sua dor crônica. É uma intervenção realizada em centro cirúrgico, onde um eletrodo é colocado no seu ponto de dor e a radiofrequência lesiona os nervos que avisam que está tudo cagado. Como esses nervos só servem de alerta, sem relação com os seus movimentos, a dor é bloqueada na origem. As suas hérnias continuam lá. Mas livre da dor você consegue manter uma atividade física regular. Todo o processo acontece com anestesia local e o paciente tem grande participação durante o procedimento. Munido dos exames de imagem e das indicações do paciente, o ponto de origem da dor é identificado.

O bloqueio facetário para mim foi a salvação! Talvez por eu conhecer muito bem a origem da minha dor, consegui indicar com precisão onde estava o problema. A minha intervenção foi realizada em dezembro de 2013. Desde então tive outras dores e lesões, sem jamais ter um impedimento longo no meu treinamento.

Cada caso é um caso, mas recomendo pelo menos uma consulta para quem sofre do mesmo problema. Pode ser uma solução.

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Sobre o Autor

Renato Giannini

Renato Giannini

"Defino-me um obstinado. Não vou morrer sem conseguir ficar sarado". Desejo pouco: apenas BF abaixo de 2 dígitos e braço de meio metro. Professor, marketeiro e colunista do zBlog tenta alcançar seus objetivos enfrentando hérnia de disco, lesões e paralisias. Existe shape vencedor após os 40? Seriam os sarados astronautas? Muitas questões. Poucas respostas.

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