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CNV – Comunicação Não Violenta (parte 2)

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Eduardo Correa
Escrito por Eduardo Correa

No artigo anterior falei sobre a a Comunicação Não-Violenta (CNV), criada pelo americano Marshall Rosenberg, a partir do conceito de Ahimsa, tornado famoso por Mahatma Gandhi para definir o poder liberado quando a intenção de agredir o outro é totalmente superada.

Ela se baseia na idéia de que todos os seres humanos têm a capacidade da compaixão e recorrem à violência quando não percebem outro recurso, ou quando não têm suas necessidades supridas. A CNV então busca criar uma forma de expressão que resolva os conflitos, ao invés de criá-los.

Necessidades: quais valores e desejos geram seus sentimentos?

Na CNV informamos as nossas necessidades, valores e desejos que estão conectados aos sentimentos presentes na conversa. Em outras palavras, quais são as necessidades que nos fizeram sentir daquela maneira. Muitas vezes elas estarão escondidas nas frases ditas com agressividade.

Tente mudar o foco: em vez de pensar no que está errado na situação ou na pessoa, pense sobre quais necessidades ela quer ver atendidas.

No exemplo acima do “Você é bagunceiro” a necessidade da pessoa que está falando é de organização. No exemplo (d) a necessidade pode ser mais atenção e consideração.

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Pedidos: claros e específicos

Os pedidos são feitos para que determinadas ações concretas sejam realizadas, de forma a atender nossas necessidades. O problema é que, geralmente, não somos claros nem específicos ao que estamos pedindo.

Temos a falsa noção de que conseguiremos forçar as pessoas a fazerem coisas do nosso jeito, principalmente quando um pedido oculta uma exigência ameaçadora. Mas isso tem um preço. Ao ser confrontada com uma exigência a pessoa pode se submeter ou se rebelar e isso diminui as chances de uma conexão genuína. Afinal, se ela recusa a exigência corre o risco de ser punida.

Quando fazemos pedidos claros e específicos temos mais chance de ser atendidos. Deixe claro o que você quer e não aquilo que não quer.

“Não quero que grite” é uma exigência. Seria melhor pedir “que fale num tom mais baixo”.

Ao invés de dizer “não quero que me deixe sozinha”, seria mais preciso “quando saímos com os seus amigos, me sinto mais confortável quando permanece ao meu lado”.

Você deve estar pensando que vivenciar a CNV não é fácil. E você está certo. Requer um exercício constante de avaliação de como você está se comunicando e se relacionando com as outras pessoas. É uma prática diária, mas quando você pensa nos conflitos, raiva, angústias e frustrações que ela pode evitar, creio que vale muito a pena.

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Sobre o Autor

Eduardo Correa

Eduardo Correa

Meteorologista de formação, que usa a corrida como terapia, e é apaixonado por psicologia do comportamento humano e dinâmicas sociais. Nos últimos anos dedicou-se ao Auto-Conhecimento e Desenvolvimento de Pessoas. Como Coach de Carreira ajuda profissionais insatisfeitos com a atual profissão a encontrarem trabalhos mais alinhados com seu Propósito de Vida.

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