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COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO DO SEU FILHO?

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Marcia Bernardes
Escrito por Marcia Bernardes

Você sabe impor limites aos filhos quando o assunto é alimentação?

Você consegue passar hábitos alimentares saudáveis para seu filho durante as refeições?

A hora da refeição é um momento importante não só para as relações familiares, como também para a saúde. Porém, nem sempre a criança coloca no prato o que é melhor para a saúde dela, e isso pode resultar em diversos problemas, como a obesidade infantil. Os pais são as melhores pessoas para ensinar hábitos saudáveis para a criança à mesa, e evitar esse tipo de problema.

Crianças que fazem refeições junto com pais e familiares que adotam uma alimentação saudável comem mais frutas, legumes e verduras. Os hábitos alimentares são desenvolvidos no ambiente familiar.

Levantamentos realizados demonstram que existe uma forte relação entre refeições regulares com a família e o bom desempenho em exames.

Infelizmente, não são todos os pais que fazem isso, seja por falta de tempo ou de conhecimento. No fim, algumas crianças acabam comendo o que querem e passam a não aceitar mais o que é saudável, fazendo birra ou mesmo se recusando a provar o que é novo. Será que isso acontece na sua casa?

Tente responder de maneira o mais sincera possível as perguntas abaixo.

1- Como você age quando seu filho se recusa a comer o que foi preparado para o almoço ou jantar?

2- Na hora do lanche, como você escolhe os alimentos do seu filho?

3- Quantas vezes você incentiva seu filho a experimentar um novo alimento?

4- Como você apresenta um alimento novo para seu filho?

5- Quando seu filho faz birra para comer algo fora de hora, como você age?

6- Negociar é uma boa estratégia para a criança comer mais?

Segundo um estudo publicado pelo conceituado jornal inglês The Guardian, as crianças que fazem as refeições com seus pais crescem mais saudáveis que as que não o fazem.

O trabalho foi realizado pelo Centro de Ciências para a Saúde da Universidade de Edimburgo, que acompanhou os hábitos alimentares de duas mil crianças de cinco anos.

Enquanto as crianças que almoçam ou jantam pelo menos uma vez ao dia com a família apresentaram menores deficiências de elementos básicos, a maioria das que sofriam patologias derivadas de maus hábitos alimentares frequentemente jantava sozinha, porque os pais estavam ocupados ou comiam pratos diversos dos adultos.

Comer em família sentados à mesa, conversando sobre o que aconteceu na escola ou no trabalho, ainda que possa parecer rotineiro ou pouco moderno, tem um valor importantíssimo. É a grande oportunidade dos pais para ensinar o quê, como e em quais quantidades comer.

Se os pais não estão presentes, provavelmente as crianças, sobretudo as maiores, acabarão montando uma bandejinha em seu quarto, comendo enquanto olham a TV ou brincam com o videogame. Isso implica comer mais rápido e, certamente, uma quantidade desequilibrada se comparada com a mesa familiar.

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Veja a seguir as respostas mais adequadas às perguntas acima.

Pergunta 1: Como se deve agir quando a criança se recusa a comer o que foi preparado para o almoço ou jantar?
Resposta: Fique firme, dependendo do que a criança está pedindo no lugar da refeição.

É muito importante ficar firme com a criança e sempre expor os motivos pelos quais ela deve comer o que está sendo oferecido. Ainda mais se no lugar ela pede algum alimento que não fará bem a ela, como trocar a refeição toda por um copo de leite ou um fast food. Não ameace e nem force seu filho a comer, e sim explique que este momento é da comida. Caso ele não aceite, deixe sua comida guardada, quando ele estiver com fome, dê novamente.

Pergunta 2: Na hora do lanche, como você escolhe os alimentos do seu filho?
Resposta: Equilibre os gostos do seu filho com itens saudáveis.

Não adianta oferecer alimentos saudáveis, sem que eles pareçam apetitosos. É claro que se a criança tem como lanches favoritos salgadinhos e frituras, você deve substituí-los por outros itens. Procure colocar os itens mais saudáveis com uma apresentação mais agradável para a criança.

Pergunta 3: Quantas vezes você deve incentivar seu filho a experimentar um novo alimento?

Resposta: Ofereça várias vezes e de formas variadas, para ele se acostumar.

As crianças (e os adultos também) precisam provar várias vezes um alimento antes de dizer que não gostam dele. O ideal é fazer isso desde cedo, evitando comidas e bebidas mais saborosas, como itens refinados ou açucarados artificialmente. Isso pode não chegar a prejudicar o paladar, mas se os pais só comem e só oferecem para os filhos os sabores salgado e doce, o azedo e o amargo ficam discriminados e a criança se condiciona a não gostar deles. Como a criança não vai querer fazer isso de livre e espontânea vontade, é preciso que os pais sejam criativos e mudem as formas de preparação e apresentação do alimento. Colocar um legume picado com o macarrão ou arroz, por exemplo, é uma ótima solução. Se a criança não foi acostumada desde cedo, é preciso ter paciência, pois ela realmente demorará um tempo para se adaptar aos outros sabores.

Pergunta 4: Qual a melhor forma de apresentar um alimento novo para a criança?
Resposta: Primeiro ofereça o alimento natural, e depois tente oferecê-lo misturado.

O certo é introduzir os alimentos com mais calma, sem fazer muito alarde para a novidade do cardápio. Não faça nenhum alarde, é só fazer o prato, oferecer naturalmente e todo mundo comer junto. Se os pais falam muito que hoje o filho vai provar uma coisa nova, pode atrapalhar a aceitação. Caso o item não faça tanto sucesso inicialmente, vale apresentá-lo para a criança de outra forma, misturado a outros itens, por exemplo. Mexer com o lúdico no prato da criança também é muito importante, brincando com as cores e montando pratos mais agradáveis ao olhar.

Pergunta 5: Quando a criança faz birra para comer algo fora de hora, como você deve agir?
Resposta: Seja firme e não ceda, mas sempre explicando o motivo para ele.

A criança que faz birra para comer algo, também faz para outras situações. É a criança que não quer obedecer a regras e limites. Desde cedo os pais devem mostrar que são eles que dão a palavra final nas decisões e que com a birra a criança não vai conseguir o que quer: seja um pacote de salgadinho, seja um brinquedo novo. É importante não reforçar este comportamento, então, deixe a criança sozinha no momento da birra e só converse com ela quando parar.

Pergunta 6: Negociar é uma boa estratégia para a criança comer mais?
Resposta: Nem sempre, pois ele só fixará a recompensa e não o objetivo.

Barganhar muitas vezes é uma atitude eficaz, mas nem sempre é a melhor forma de educar uma criança. Ao negociar o consumo de vegetais no almoço por uma bela sobremesa, por exemplo, você não ensina o principal, ou seja, a necessidade de saúde na refeição, só faz uma troca sem dar a maturidade pra criança entender o motivo disso. A criança só fará a ação em busca de um ganho, e não porque é o certo.

Lembre-se, a educação alimentar do seu filho é SUA responsabilidade!

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Sobre o Autor

Marcia Bernardes

Marcia Bernardes

Psicóloga (CRP 05/17714) pós-graduada em Psicologia Hospitalar pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Sócia fundadora da NutriEmotion. Vinte anos de experiência clínica. Atuação na área do emagrecimento.

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