PERSONAL

CORREDOR AMADOR NÃO É ATLETA!

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Igor Borges
Escrito por Igor Borges

Todos nós gostamos de superar nossos limites, isso nos estimula, nos faz sentir mais vivos!

 

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Essa sensação gostosa de superação e vitória nos leva a querer ir cada vez mais longe, e no caso da corrida pode ser cada vez mais rápido. Esse fato leva muitos iniciantes e até mesmo corredores mais experientes a cometerem alguns erros comuns como: o aumento do volume, sempre tentando aumentar a distância a cada treino realizado, ou o aumento da intensidade (velocidade), seriam aqueles que sempre fazem a mesma distância tentando fazer um tempo menor do que no treino anterior. Essas são atitudes de se esperar de uma pessoa que não tem um conhecimento sobre periodização, maturação fisiológica, muscular e articular.

Essa emoção que nós sentimos ao conseguir algo que nunca tínhamos feito e de querer fazer mais, tem levado os corredores amadores iniciantes ou experientes a se sentirem atletas e até super-atletas.

Hoje em dia com o BOOOMMM das corridas de rua, ultramaratonas e trail tem sido comum ver pessoas sem preparo algum querendo participar de uma quantidade exagerada de corridas, incluindo não só as curtas, mas também as longas como meia-maratona, maratona, ultramaratona e muitos, além disso, não satisfeitos, fazem essas distâncias na trilha.

ATENÇÃO: Não sou contra realizar essas provas, muito pelo contrário, o  problema é não ter o preparo para isso.

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Um agravante dessa situação são os treinadores que mesmo vendo que o atleta não tem condições de realizar a prova os incentivam. Tudo bem que o importante é completar, desde que seja de uma forma segura e que priorize e integridade física do corredor.

Não é difícil vermos um aluno sem muita experiência chegar à assessoria e falar para o profissional “…quero fazer uma ultramaratona…” e o professor utiliza toda sua carga teórica de aumento de volume e intensidade que seria utilizada para o aumento de rendimento de um atleta em um corredor amador para que ele chegue ao seu objetivo.

Temos que ver que CORRERDOR AMADOR NÃO É ATLETA e não vive disso, em sua grande maioria trabalha muito, estuda, não se alimenta adequadamente, não dorme o necessário, não tem a disciplina de um atleta e não tem o acompanhamento diário de uma equipe multidisciplinar (treinador, preparador físico, nutricionista, fisiologista, fisioterapeuta e psicólogo).

Ficam aqui então algumas questões: será que vale a pena treinarmos no limite da lesão? Será que vale a pena a frustração de ter que ficar de “molho” durante um tempo e não poder fazer uma coisa que você ama fazer? Quais serão as consequências daqui alguns anos devido a esse exagero?

Até a próxima e VAMOS CORREEEEERRRRRR, mas com consciência!!!!!!

Sobre o Autor

Igor Borges

Igor Borges

Vindo da cidade de Teresópolis e apaixonado por esportes me formei em Educação Física na Universidade Gama Filho (UGF) onde me tornei amante das corridas. Como PERSONAL TRAINER e sócio proprietário do estúdio de Pilates CORPOREL PILATES consegui levar minha paixão pelo esporte e pela corrida para outras pessoas melhorando a qualidade de vida de meus alunos e transformando para um estilo de vida mais saudável.