PERSONAL PSICOLOGIA E EMAGRECIMENTO

POR QUE TUDO QUE COMEÇO DESISTO NO MEIO DO CAMINHO?

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Marcia Bernardes
Escrito por Marcia Bernardes

Identificou-se com a questão acima? Essa já é uma boa questão para se começar um processo de análise.

Quantas vezes você prometeu que ia começar algo novo na segunda-feira?

Por que será que para algumas pessoas é tão difícil começar e continuar nos seus projetos?

Por que algumas pessoas são mais motivadas que outras?

Bem, não sei se dou conta de responder essas perguntas para cada um de vocês, mas de modo genérico, que não é o melhor, vamos abordar essas questões.

O tópico principal de hoje é motivação! O que fazer para me tornar uma pessoa mais motivada?

Existem muitos conceitos de motivação, para Robbins (2002), a motivação corresponde conjunto de fatores psicológicos de natureza fisiológica, intelectual ou afetiva, que agem entre si determinando a conduta de um indivíduo, despertando sua vontade para uma tarefa ou ação conjunta. A motivação surge de dentro das pessoas, não há como ser imposta. E ainda, segundo Gil (2001), a motivação é uma força que faz com que os indivíduos ajam. O autor afirma que no passado a crença era que essa força era determinada, principalmente, pela influência de outras pessoas (pais, chefes ou professores). Entretanto, hoje, sabe-se que a origem da motivação está na necessidade.

Então, cada indivíduo dispõe de motivações próprias que tem origem em diferentes necessidades e assim, não se pode, com exatidão, afirmar que uma pessoa tenha a capacidade de motivar outra.

Podemos pensar, então, que a motivação é definida como uma tendência para a ação que tem origem em um motivo. Portanto, nasce das necessidades humanas e não daquilo que satisfaz essas necessidades.

Uma das razões pelas quais o tema motivação é de difícil aplicação prática é que as pessoas respondem de maneira diferente a estímulos semelhantes. Os motivos das pessoas são complexos, já que os motivos são a razão do comportamento que levam a direção dos objetivos e cada indivíduo tem seus objetivos individuais. Enfim, a partir dessas definições, pode-se concluir que a motivação é intrínseca, ou seja, provém de motivos internos, nesse sentido, ninguém pode motivar ninguém, mas sim, estimular ou incentivar. Pois, o estímulo ou incentivo são relativos ao ambiente externo, são fatores extrínsecos.

Os motivos são internos e somente o indivíduo tem condições de construí-los no decorrer de sua vida.

Conclui-se então, que a motivação é um elemento de suma importância para os indivíduos levarem uma vida saudável e satisfatória.

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Já parou para pensar nos seus motivos? Essa não é uma tarefa muito fácil para quem vive se sabotando. Quem leu o texto de Eduardo Correa,  sabe bem do que eu estou falando.

A questão é a seguinte, você leu o texto, se identificou, começou a escrever as frases do seu sabotador e criou novas frases para derrotá-lo e após uma semana já havia esquecido tudo!

Não estou aqui para te desanimar e sim para fazê-lo enxergar que não é tão fácil para determinadas pessoas. Algumas pessoas levam anos “batendo cabeça” até chegar ao consultório de um psicanalista e enfim começar uma análise.

Existem vários motivos para se começar um processo de análise, mas podemos citar algumas situações nas quais deveríamos ficar mais atentos:

- Se sua vida parece que deu um nó e você não consegue enxergar uma saída, ou vê a saída, mas não consegue se movimentar;

- Se não tem ânimo para nada, nem consegue sair da cama;

- Se está sempre de mau humor;

- Se passou por um processo de perda, o término de um relacionamento, o falecimento de alguém querido, mudança de cidade ou país, ou qualquer sofrimento psíquico que seja tão grande que paralise;

- Se tem pensamentos obsessivos, pensamentos repetidos e repetitivos, com os quais não consegue lidar;

- Se tudo que tenta começar não vai adiante;

Enfim, essa lista pode crescer, mas hoje vamos parar por aqui. O mais importante que você tem que saber é que não deve se sentir incompetente ou culpado por não saber lidar com essas situações, porque na verdade todos nós somos incompetentes para lidar com o desconhecido.

Nesse sentido a análise será o melhor caminho para lidar com esse desconhecido – inconsciente.

O inconsciente é o desconhecido, ou seja, é o que nós não sabemos de nós mesmos, mas que, ainda assim, nos afeta diariamente e à noite nos sonhos. É na análise que se dá uma possibilidade de abertura desse desconhecido.

Eu gosto de dizer que a análise é um processo de desconstrução e construção. É aonde o sujeito chega com todas suas crenças e verdades prontas para serem desconstruídas.

O sujeito, ao longo dos anos, foi sendo engessados por essas crenças e verdades até o ponto que se vê paralisado.

Quanto tempo mais você vai esperar para sua vida começar? Não dá mais para continuar se enganando, achando que as coisas vão mudar de fora para dentro. A mudança em sua vida depende de você e mais ninguém!

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Sobre o Autor

Marcia Bernardes

Marcia Bernardes

Psicóloga (CRP 05/17714) pós-graduada em Psicologia Hospitalar pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Sócia fundadora da NutriEmotion. Vinte anos de experiência clínica. Atuação na área do emagrecimento.

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