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“VOCÊ ESTÁ DEMITIDO!”

Showing the red card concept for bad business practice, exclusio
Eduardo Correa
Escrito por Eduardo Correa

Atualmente muitos estão tendo pesadelos com a frase do título deste artigo. E muitos já a ouviram e estão tendo que buscar uma recolocação no mercado. Nesse momento você é envolvido em um turbilhão de sentimentos. Mas antes de se desesperar e sair culpando a crise, leia o artigo, pois encontrará meios de minimizar os riscos dessa situação.

Algumas pessoas sentem um grande alívio ao receber a demissão. Viviam reclamando do trabalho e da empresa, adorariam estar fazendo outra coisa, mas não teriam coragem de pedir demissão. E quando isso ocorre, dizem que foi a melhor coisa que poderia ter acontecido na vida deles.

Entretanto, para a grande maioria os sentimentos que primeiro aparecem são a raiva, o medo e a decepção.

Independente se você estava ou não muito satisfeito com seu emprego, essa pode ser a oportunidade para finalmente colocar aquele seu projeto para funcionar, ou então buscar um trabalho que realmente encha você de motivação e empolgação até na segunda-feira pela manhã.

Então o que fazer?

A primeira coisa que você deve fazer é se acalmar e avaliar friamente as causas da sua demissão.

Foi uma decisão estratégica da empresa causada pela atual situação do mercado (competição acirrada, redução de custos a qualquer preço e recessão econômica,)? Ok, siga em frente.

Mas seja sincero consigo mesmo, porque outros aspectos podem estar por trás do seu desligamento. Ou seja, você mesmo pode ter causado a demissão, e a empresa ou seu gestor justificaram como ‘cortes de despesas’ ou colocaram a culpa na ‘crise’.

E antes que você decida denegrir a minha progenitora, saiba que é muito comum o próprio profissional ser o responsável pela perda do emprego. Pode ter sido em virtude do seu comportamento, evidenciado pela impontualidade, desempenho abaixo do esperado, problemas de relacionamento com gestor ou colegas de trabalho. Ou você simplesmente se acomodou no seu cargo e deixou sua carreira estagnar.

E quando a empresa não possui um sistema de feedback eficiente para pontuar essas coisas, eles podem te mandar embora de uma hora para outra.

Se você chegou a essa conclusão, não se exima da responsabilidade e não jogue a culpa sobre os outros. Ninguém é perfeito, e saber o que você precisa melhorar pode ser um divisor de águas na sua vida pessoal e profissional.

Ok, após essa autorreflexão, é necessário colocar a mão na massa para encontrar outra colocação. Confira as dicas a seguir para evitar cair na armadilha da autopiedade e do desespero e se colocar em ação o mais rápido possível.

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Controle Financeiro

Se a demissão pegou você desprevenido nesse quesito, torna-se urgente que você revise seus gastos, corte tudo o que for desnecessário, ou busque alternativas mais baratas e encare a possibilidade de outras fontes de renda durante o período em que estiver buscando um emprego.

Você precisa de um bom planejamento financeiro para poder focar com tranquilidade na sua busca por recolocação profissional. A maioria das pessoas não tem o hábito de poupar para emergências, pois tem a falsa ilusão de que está estabilizada no emprego. Os especialistas recomendam que você tenha uma reserva disponível para se manter com todas as despesas por, no mínimo, 6 meses.

Faça um cálculo simples de quanto tempo você consegue se manter com as reservas que possui. Esse é o seu prazo para se recolocar.

 Organize a rotina

Procurar trabalho não deixa de ser um trabalho, por isso é importante organizar o tempo do dia, estabelecendo um expediente diário como se estivesse trabalhando entre as diversas atividades (preparação e envio de currículos e cartas, contatos, entrevistas etc).

Organize uma agenda semanal com todas as atividades planejadas e tenha a disciplina para segui-la. Nada de ficar se lamentando na cama a manhã inteira. Acorde cedo, coloque uma roupa social. Marque almoços com pessoas da sua área, leia e estude muito, faça exercícios físicos, alimente-se e durma bem. Pratique meditação, yoga ou qualquer outra técnica que o deixe calmo e relaxado.

Você precisa manter-se bem física, mental e psicologicamente, pois se chegar para as entrevistas parecendo um figurante do seriado ‘The Walking Dead’ não criará uma boa primeira impressão.

A maior dificuldade será manter a motivação, principalmente se você não conseguir se recolocar rapidamente. Nesses momentos você precisa identificar o que te dá forças, seja sua família, espiritualidade ou novos projetos. Abasteça-se disso, renove as energias e siga em frente. Se você se deixar abater suas chances diminuem ainda mais.

 Atualize-se

Se você ficou muito tempo no mesmo emprego e não se atualizou sobre o que vem ocorrendo na sua área, ou se você vai aproveitar para investir em outra área de atuação, você deve investir tempo e energia em pesquisar o mercado. É essencial saber o rumo que o seu mercado tomou enquanto você estava empregado.

Leia os livros mais recentes sobre a área desejada, revistas, jornais e artigos na internet. Frequente fóruns de debate e palestras. Converse com seus pares. Esse trabalho será útil para saber qual o perfil de profissional que o mercado está procurando no momento, e qual seria o diferencial no seu currículo que o colocará na frente de outros candidatos.

O próximo passo é comparar o resultado da pesquisa com o seu perfil. Faça um inventário honesto dos seus pontos fortes e fracos e compare com o perfil pesquisado. Você pode pedir que os seus amigos e pares apontem suas principais características. Assim você saberá onde investir seus recursos para se tornar um profissional mais completo e aumentar sua empregabilidade.

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Idiomas

Há consenso entre especialistas que aprender inglês é essencial para quem busca uma recolocação no mercado. Não ter conhecimento de idiomas pode excluí-lo de um processo seletivo. Se você tiver condições financeiras, talvez essa seja a oportunidade que precisava para passar um tempo em um país estrangeiro e melhorar o inglês.

Mas se não for possível, aproveite o tempo livre para entrar em um curso e estudar. Se o dinheiro for curto, você pode pedir a algum amigo que domine o idioma para ajudá-lo.

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Cursos de Qualificação

Essa é outra decisão que você deve tomar baseando-se na sua pesquisa de mercado. Como seus recursos estão temporariamente limitados, você deve pesar bem custos e benefícios. Os cursos que você irá fazer devem estar alinhados com o perfil do profissional que o mercado está buscando.

Existem muitos cursos e palestras gratuitas, nas universidades, centros administrativos, órgãos como o SEBRAE, SENAC, etc. Não subestime o poder de compartilhar e receber conhecimento. Mesmo que o tema não te chame muito a atenção, se tiver a ver com alguma competência profissional, participe. Conhecimento não ocupa espaço e estes eventos são excelentes momentos para fazer networking.

 Redes Sociais

A internet é hoje a grande aliada de quem está atrás de um novo trabalho. Use-a com sabedoria. Além de se cadastrar nos sites das empresas, você deve manter atualizado seu perfil no Linkedin (rede social de negócios) e conferir as vagas anunciadas ali.

Cadastre-se nos sites de busca de emprego e procure saber se eles têm um bom relacionamento com as empresas. Será a utilização destes sites pelas empresas que determinará as chances de seu currículo ser visto. Participe de grupos de discussão temáticos em fóruns ou grupos do Facebook e Linkedin, pois muitas vezes os headhunters (caçadores de talentos) anunciam vagas nesses locais.

Mas não se esqueça do lado negro das redes sociais. Reveja seus perfis, atualize suas informações, elimine fotos com bebidas, festanças, etc. Exclua qualquer tipo de compartilhamento que possa criar divergências culturais, políticas, sexuais, religiosas etc.

Lembre-se que hoje em dia, os recrutadores estão de olho nestas informações, e se você for incoerente com a imagem que passa em seu currículo, você nem será cogitado para entrevistas.

Neste artigo você confere mais dicas sobre como se recolocar de forma eficiente e rápida.

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Sobre o Autor

Eduardo Correa

Eduardo Correa

Meteorologista de formação, que usa a corrida como terapia, e é apaixonado por psicologia do comportamento humano e dinâmicas sociais. Nos últimos anos dedicou-se ao Auto-Conhecimento e Desenvolvimento de Pessoas. Como Coach de Carreira ajuda profissionais insatisfeitos com a atual profissão a encontrarem trabalhos mais alinhados com seu Propósito de Vida.

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