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VOCÊ SABE A DIFERENÇA ENTRE TRISTEZA E DEPRESSÃO?

Depression
Marcia Bernardes
Escrito por Marcia Bernardes

A depressão é muitas vezes confundida com um sentimento de tristeza, entender as diferenças é fundamental para o diagnóstico precoce.

A tristeza é um sentimento momentâneo, considerado saudável. Ajuda na elaboração das perdas, ou sofrimentos ocasionais. Pessoas atingidas pela ocorrência de perdas do emprego ou de entes queridos, atravessam uma fase de sofrimento e angústia, que pode se prolongar por um determinado período de tempo, mas esse quadro vai se atenuando e paulatinamente a vida vai retomando o ritmo normal.

A tristeza é um sentimento intrínseco ao ser humano. Todas as pessoas estão sujeitas a tristeza. É a ausência de satisfação pessoal quando o indivíduo se depara com sua fragilidade.

Agora, se a tristeza não passa, e começam a surgir sentimentos de apatia, indiferença, desesperança, falta de perspectivas ou prazer pela vida, saiba que esse é um sintoma claro de depressão. Os sintomas podem aparecer ou desaparecer de maneira sutil e quase imperceptível, mas é importante saber que eles podem voltar. A depressão é doença séria e assim deve ser tratada.

A depressão encontra-se classificada no Grupo das Doenças Afetivas, ou seja, aquelas que têm uma evolução cíclica, em que se alternam períodos depressivos com fases de absoluta sanidade.

Os riscos da depressão:

A depressão é um gatilho para o infarto, doenças degenerativas e vários outros males. Não é só o humor e a alegria de viver que somem no deprimido. Esse permanente estado de tristeza tem ação direta no sistema imunológico, minando as defesas do corpo. A doença acomete todo o organismo.
É por isso que esses pacientes têm mais risco de desenvolver problemas do coração, doenças autoimunes e distúrbios degenerativos como o Mal de Alzheimer. Um estudo da Wake Forest University, nos Estados Unidos, constatou que esses pacientes têm 40% mais risco de desenvolver males cardíacos. Outro trabalho americano mostrou que eles têm 73% mais chance de ter um derrame. Não à toa os especialistas colocam a depressão ao lado de fatores como a pressão alta e o colesterol como ameaças ao coração.

Tumores e infecções pela queda de imunidade também acabam encontrando um terreno fértil nos deprimidos. Há dados relacionando o estado depressivo ao aparecimento de câncer de mama e de intestino.

Em parte esse efeito negativo sobre o corpo deve-se à alta constante de cortisol, detonada pela depressão. Esse hormônio, relacionado a situações de tensão, derruba as defesas e também pode estar por trás da taquicardia e da subida da pressão. Isso explicaria a ameaça ao peito dos deprimidos, bem como a maior suscetibilidade a males que se alastram a partir de um sistema imune combalido para se instalar, caso das infecções.

Os tumores também, em certa medida, aproveitam-se do enfraquecimento das defesas, que não conseguem dar conta das células defeituosas. Esse estado também provoca danos no próprio cérebro, o que explica o comprometimento de algumas funções desse órgão. Daí que a doença que começa na alma pode acabar com o corpo também.

triste

Pode ser leve, moderada ou grave.

A depressão encontra-se classificada no Grupo das Doenças Afetivas, ou seja, aquelas que têm uma evolução cíclica, em que se alternam períodos depressivos com fases de absoluta sanidade.

Os sintomas podem se manifestar de uma forma branda, e é comum o paciente procurar um clínico-geral, acreditando estar com falta de vitaminas ou alguma doença mais grave. Outros, simplesmente acreditam ser apenas mais uma “fase ruim” e não procuram ajuda, agravando ainda mais o problema. Indivíduos apresentando quadros leves, raramente procuram  tratamento.

Ao falarmos sobre a tristeza, precisamos definir os tópicos que distinguem este sentimento da depressão.

- A tristeza é um sentimento intrínseco ao ser humano. Todas as pessoas estão sujeitas a tristeza. É a ausência de satisfação pessoal quando o indivíduo se depara com sua fragilidade.

- A tristeza não chega aos limites citados na situação depressiva. Pelo contrário, é uma ferramenta valiosa para avaliação das metas de vida. Na infância, o modo de encarar a tristeza será definitivo para estabelecer a personalidade adulta.

- A tristeza é a recusa. A dificuldade em aceitar o “não” torna-se desmotivante e abala a autoestima. Por outro lado, a rejeição e a incapacidade frente a alguns obstáculos, levam a quadros mais sérios e profundos da tristeza.

Fonte: http://www.minhavida.com.br

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Tristeza

  • A tristeza sempre tem um motivo.
  • Pode apresentar sintomas como: um aperto no peito, taquicardia e choro.
  • Costuma-se ter pensamentos repetitivos sobre os motivos que levaram à tristeza.

Depressão

Os critérios diagnósticos da depressão envolvem a presença de cinco ou mais dos seguintes sintomas por duas semanas (todos os dias ou quase todos os dias):

  • A depressão é uma tristeza profunda sem nenhum motivo.
  • Pode apresentar pensamentos suicidas.
  • Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia.
  • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas.
  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis.
  • Desinteresse falta de motivação e apatia.
  • Falta de vontade e indecisão.
  • Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio.
  • Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte.
  • A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio.
  • Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom “cinzento” para si, os outros e o seu mundo.
  • Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento.
  • Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido.
  • Perda ou aumento do apetite e do peso.
  •  Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo).
  • Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

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Sobre o Autor

Marcia Bernardes

Marcia Bernardes

Psicóloga (CRP 05/17714) pós-graduada em Psicologia Hospitalar pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Sócia fundadora da NutriEmotion. Vinte anos de experiência clínica. Atuação na área do emagrecimento.

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