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Você Sabe Se Comunicar? Conheça a CNV – Comunicação Não Violenta

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Eduardo Correa
Escrito por Eduardo Correa

Você já pensou em como a comunicação é importante em sua vida? E como ela influencia suas relações? E se você pudesse aprender uma maneira de se comunicar que te ajudasse a resolver os conflitos que surgem na sua família e trabalho, aumentando a qualidade de suas relações?

Isso é possível através da Comunicação Não Violenta (CNV), uma abordagem desenvolvida pelo psicólogo norte americano Marshall Rosenberg a partir da década de 70 para transformação de conflitos com base em princípios de não violência.

O que a CNV propõe é uma reformulação na maneira como se comunicar com os outros, retirando o julgamento e a acusação que geralmente são usados quando estamos irritados ou tristes. Através da sua prática é possível nos tornarmos menos reativos e mais compreensivos e empáticos.

IMG FBMas Como?

A CNV vai muito além de técnicas de linguagem ou comunicação. Ela abrange uma mudança na maneira de olhar os seus sentimentos e necessidades e os da outra pessoa DURANTE a conversa.

A CNV se baseia em quatro componentes, que estão sempre presentes no diálogo entre as pessoas:

Observar de maneira descritiva e não julgadora

Esta talvez seja a parte mais desafiadora da CNV. Todo mundo fala que não se deve julgar os outros, mas na prática fazemos isso o tempo todo. Nosso discurso é recheado de julgamentos e avaliações quase automáticos.

Quando a pessoa com quem estamos conversando percebe esse julgamento em relação a ela a tendência é que se arme e fique na defensiva, bloqueando a compaixão e empatia necessárias para se chegar a um bom entendimento.

A observação da CNV procura descrever os fatos sem generalizações ou exageros linguísticos como “sempre”, “nunca”, “jamais”.

Seguem alguns exemplos:

– Você é bagunceiro, olha a bagunça que sempre está no seu quarto.

– Você nunca ajuda em casa.

– Cara, você nunca vem nas minhas festas, hein!

Percebe como estão sendo atribuídos valores e julgamentos a outra pessoa? Se tentarmos reformular estas sentenças, segundo a CNV, ficaria assim:

– Seu quarto está bagunçado.

– Você não ajudou a manter a casa limpa nem ontem, nem hoje.

– Cara, você só veio duas vezes esse ano nas minhas festas. E sinto saudade da sua presença!

Você retirou o julgamento e apenas fez uma declaração dos fatos que está observando que podem (ou não) ter te agradado.

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Sentimento: como você se sente em relação ao que está observando?

A segunda parte é identificar e nomear o que você está sentindo em relação ao que observou, ou seja, falar que está se sentindo frustrado, alegre, magoado, irritado, dentre outras coisas.

Assim como observar sem julgar, identificar e nomear esses sentimentos não são tarefas fáceis porque implica em

  • demonstrar vulnerabilidade;
  • assumir responsabilidade pelos seus sentimentos;

Segundo a CNV existem 4 formas de reação a uma mensagem julgadora (algo do tipo “Você é egoísta” )

a) Culpar a nós mesmos

“Me perdoe, eu deveria ser mais sensível, que estúpido que eu fui.”

 b) Culpar os outros

“Você está sendo injusta comigo, porque me dedico muito a esse relacionamento!”

c) Escutar nossos próprios sentimentos e necessidades.

“Quando diz que sou egoísta me sinto constrangido comigo, pois sinto necessidade de ser querido e apreciado por você e ouvir isso me faz refletir.”

d) Escutar os sentimentos e necessidades dos outros

“Quando diz que sou egoísta imagino que queira mais consideração com suas vontades e preferências, é isso?”

 Nas opções (a) e (b) o ato de culpar a si mesmo e ao outro estabelece barreiras para que se continue o diálogo.

As opções (c) e (d) já demonstram uma maior consciência dos sentimentos pessoais sobre aquele fato específico. A última opção mostra claramente a intenção de tentar entender o que motivou a pessoa a dizer o que disse, buscando as reais necessidades dela. Quando você revela um sentimento (c) ou se preocupa com as necessidades do outro (d), corre o risco de demonstrar vulnerabilidade, o que pode ser confundido com fraqueza na nossa cultura, mas torna mais difícil que a outra pessoa rebata com agressividade. Ou seja, facilita a compreensão e o diálogo.

Ao lidar com conflitos é importante você assumir a responsabilidade pelos seus sentimentos.

Na parte 2 deste artigo vou continuar  falando como é possível praticar a CNV no dia a dia e obter mais empatia e conexão com as pessoas. Não perca.

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Sobre o Autor

Eduardo Correa

Eduardo Correa

Meteorologista de formação, que usa a corrida como terapia, e é apaixonado por psicologia do comportamento humano e dinâmicas sociais. Nos últimos anos dedicou-se ao Auto-Conhecimento e Desenvolvimento de Pessoas. Como Coach de Carreira ajuda profissionais insatisfeitos com a atual profissão a encontrarem trabalhos mais alinhados com seu Propósito de Vida.

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